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Casada de Fresco

Casada de Fresco

Incredulidade

por Mafalda Margarida, em 04.06.19

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O passo seguinte foi avisar a família... Mas ambos estávamos reticentes em dizer assim, como se fosse mesmo verdade. Não acreditávamos! Até que a minha mãe disse: "Mas dúvidas do quê, esses testes não costumam estar errados, além disso não tens o período em atraso? Por que outro motivo poderia ser?". Acho que só aí caímos em nós. Estamos grávidos, estamos mesmo! Acho que há muito amo esta criança, muito antes de ela ser concebida! Mas uma pessoa está sempre à espera de um momento melhor, mais estabilidade, isto e aquilo... Confesso que foi desejada, mas não propriamente planeada... Deixámo-nos ir com a corrente! Tomei tantos anos a pílula que não pensei que tivesse tanta facilidade em engravidar. O meu marido ainda está baralhado... Por um lado, se calhar, devíamos ter planeado melhor as coisas... Por outro lado esta surpresa não deixa de ser deliciosa! Viva a fabulosa Natureza que permite destes milagres! Sinto-me tão grata! 

 

(encontrei esta imagem através do google, achei o máximo, pensei pôr aqui, guardei no computador, mas entretanto perdi o link da sua origem... espero não estar a atropelar os direitos de autor de ninguém!)

Fui só ali ficar grávida e já voltei

por Mafalda Margarida, em 30.05.19

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ESTOU GRÁVIDA!!! Meu Deus, nem acredito! Quis tanto que isto acontecesse, mas tanto! Ontem ao fim da tarde estive com o meu marido num café a beber uma cervejinha e pensei que o período estava atrasado... Se estivesse grávida se calhar era melhor ter cuidado com as cervejinhas! Pensei eu, que não percebo nada disto! Eu queria estar grávida, fiz por estar grávida, mas a verdade é que não preparei nada... Lancei-me no desconhecido! Seja o que "Deus", ou Universo, ou qualquer outra entidade que não eu (mas também eu), quiser! 

Ontem, antes de voltarmos para casa, passámos pela farmácia e comprámos um teste de gravidez. Tinha de fazer o teste com o primeiro xixi da manhã. O Rodrigo não estava assim tão crente como isso tudo. Tive de esperar, depois de o comprar, para fazer o teste hoje de manhã. Acho que nem dormi muito bem por causa disso. Não sabia em que acreditar, não sabia o que querer. Estava com medo da decepção se não estivesse grávida. Mas estava com medo de estar grávida se estivesse. Hoje de manhã, logo que acordei, obviamente que nem tentei esperar um pouco mais na cama para descansar mais um bocado como faço habitualmente. Pulei da cama para fora e fui a correr, a tremer, para a casa de banho. Tentei fazer o teste, mas estava tão nervosa que não fui capaz. Andei às voltas com a bula a tentar perceber como se fazia, mas não conseguia pensar. Só quando o Rodrigo acordou e foi lá ter é que me explicou como se fazia. "É simples, só tens de mijar para cima dessa cena." - de facto, se eu conseguisse ler alguma coisa, teria sido realmente bastante fácil. Ele estava numa das casas de banho, eu fui para a outra, para estar sozinha naquele momento. Não sabia como ia reagir fosse ao que fosse. Quando a segunda faixa começou a aparecer, eu dei o teste ao Rodrigo para ver, porque nem estava a acreditar... Achei que o medo da decepção era tão grande, que poderia estar a deturpar a minha percepção. E ele disse-me, simplesmente: "Então, qual é a dúvida? Estás grávida." Assim, como se nada fosse. Já tinhamos falado do assunto, e dixámo-nos ir... E aconteceu. E que feliz estou! E cheia de medo, ao mesmo tempo! Desejem-me sorte!

Torta partida mas muito menos divertida (que o creme de ervilhas)

por Mafalda Margarida, em 02.04.16

Também fiz esta torta hoje. Foi a primeira vez que fiz uma torta na minha vida e, como seria de esperar, ficou mesmo um bocado torta porque a deixei tempo de mais no forno, ficou um bocadinho seca demais, e quando fui para a enrolar, partiu-se um bocado. Esta foi mesmo falta de experiência. A receita está aqui. Tudo começou com uma laranja na fruteira que sobrou de eu fazer um bolo de laranja que a minha mãe também fez (antes de mim) e tendo este ficado tão bom, e eu quis fazer para experimentar. Ficou bastante interessante, tendo em conta que não foi feito na yammi, mas acabei a não mexer bem o fermento, e bolo ficou com umas bolinhas brancas aqui e ali e não cresceu o suficiente (oh Valha-me Deus). Mas pronto, comeu-se bem, só que sobrou uma laranja que eu já comprei a mais para o caso de a receita não correr bem e eu ter de repetir algum passo. Eu a dizer ao Rodrigo que ia fazer um bolo de laranja. Ele a dizer que era melhor comer a frutinha sem ser em bolo. Eu a dizer que com certeza que sim, mas que eu não me ando a dar lá muito bem com o ácido das laranjas, que me faz doer o estômago. O Rodrigo a responder que ele comia a laranja. Eu a responder de volta que queria ver isso. Obviamente que não comeu. E eu resolvi fazer esta simpática tortinha de laranja. Hoje o Rodrigo foi fazer uma rusga  Vou passar a noite sozinha em casa. Para me distrair, pus-me a cozinhar, como já vem sendo mais ou menos hábito. Mas pronto, não há-de ser nada. Daqui a nada são três da manhã e eu a passar a ferro, para aproveitar o regime bi-horário. Espero amanhã ter o marido vivo. Entretanto, os posts surgem nos momentos em que páro para me sentar e descansar as costas. Fica aqui o bolinho de laranja e a torta. 

 

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Bolinho de laranja com o fermento mal dissolvido e um bocadinho mirradito

(mas muito bom na mesma!)

 

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Torta de laranja um pouco mais torta do que era suposto

De volta com creme de ervilhas

por Mafalda Margarida, em 02.04.16

Estou de volta, depois desta saída estratégica... Não vão acreditar! Já não estou desempregada!!  Fui colocada a dar aulas em Manteigas, sopé da Serra da Estrela, distrito da Guarda, bem próximo de Sameiro, terra do Rodrigo. É uma estafa, diariamente, ir até à escolinha, mas estou a gostar imenso, há tanto tempo que não dava aulas, que já nem me lembrava de como se fazia! Estou muito contente, de verdade que estou. Estava com algum receio de ficar com o primeiro ano, há muitos anos que não ensino meninos a ler e a escrever, estou completamente destreinada. Mas é uma turminha com apenas 12 alunos, todos do terceiro ano, dificilmente poderia ser uma situação melhor (só se fosse um quarto ano - quanto maiores, menos responsabilidade, se bem que são os primeiros anos que me dão mesmo mais gozo; mas para voltar a ganhar prática, é preferível meninos mais autonomos). Andei a vasculhar por todo o lado pelos meus materiais de terceiro ano e a organizar mesmo muita coisa, não tive tempo para nada. Se bem que os manuais agora trazem tanta coisa, que não é preciso muito mais. Eu depois vou falando um pouco mais acerca da minha nova experiência. Vou é gastar muito dinheiro com a porcaria da  gasolinha, mas vou ter de gerir isto muito bem. Se calhar, um dia por outro, até fico em casa dos meus sogros, em Sameiro. 

 

Está na hora de voltarmos às aventuras com a yammi e afins. Hoje foi uma aventura e pêras! tudo começou com eu a querer fazer uma sopa para o Rodrigo, um creme de ervilhas (receita aqui). No entanto, como as sopas da yammi tendem a ficar demasiado grossas, coloquei-lhe mais água. O Rodrigo queixa-se sempre um bocado e acabamos a ter de acrescentar água depois. Então, desta vez, resolvi colocar cerca de 900 ml de água, em vez dos 800 ml indicados na receita. 

 

O problema foi que a bichana não gostou nem um pouco da novidade. Achou que a carreguei muito com trabalho e na fase final, quando é preciso triturar e ir da velocidade 4 até à 7, desatou a mandar-me com a sopa toda para fora. Até pensei que a borracha talvez já esteja a vedar mal. Parei para a bichinha descansar e limpar a cena verde que ficou a escorrer pela máquina. Isto, estava eu na velocidade 5 ou 6, já não sei, e cheia de medo de continuar com o procedimento. Mas eu sou uma mulher corajosa, e continuei mesmo. Programei mais um minuto e lá comecei na velocidade em que havíamos ficado antes (creio que era mesmo a 5). Só que, no arranque, ainda não percebi bem porque diabos, a bicha espirrou uma grande esguichadela de sopa verde borda fora, mas assim uma cena valente, do tipo de uma pessoa ficar a pensar se é uma yammi que tem ou alguma criancinha mal criada das que não gosta de sopa e deita fora quando a tentam obrigar a comer. Fez-me lembrar aquela cena do Mr.Bean e do seu bife tártaro. Tal como aconteceu com o tal do bife, também aqui em casa havia sopa verde na parede, no chão, na caixa do pão que tem aqueles veiozinhos horrorosos onde se mete tudo quanto não é assim lá muito sólido, no forno pequenito que tenho em cima da bancada, no suporte do papel de cozinha e no próprio papel de cozinha. Valha-me Deus, só agora me lembro que deveria ter tirado uma foto, porque se não vocês não acreditam em mim. Ainda não aderi a esta moda actual de filmar e fotografar as desgraças todas, e estar-se a borrifar para se alguém está a morrer ou não. Aqui fui eu mesma que fiquei para morrer, porque além das coisas que já referi que ficaram cheias de sopa verde, também no meu vestido e na blusa que trago por baixo, a sopa adquiriu uma consistência deveras estranha, resistente ao pano amarelo da vileda húmido que tentei usar para minimizar os danos. Limpei muito limpei. Mas pronto, lá a coisa se regularizou e a sopa ficou boa. E agora dizem-me as gentes que se eu tivesse uma bimbi era tudo muito mais limpinho e asseadinho, e eu digo pois, mas não era tão divertido. 

 

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Ah, e estou a esquecer-me que também havia sopa verde na torradeira e no fio de ligar a torradeira à corrente. Ainda pensei que deveria ter usado um avental do gato preto muito giro que eu tenho, mas logo percebi que pouco adiantaria, porque o maior estrago até foi, precisamente, na gola da minha blusa, coisa à qual não adiantaria de nada um avental, certo?

 

Mas pronto, a sopinha ficou deliciosa, como sempre, que já lhe provei uma colherzinha. Alguém é servido? 

 

 

Arte-terapia e mindfullness

por Mafalda Margarida, em 29.02.16

Há imenso tempo que não posto nada sobre um dos meus hobbies favoritos. Mas entretanto, já pintei muita coisa, apesar de andar um bocado lenta a despachar desenhos, porque tenho tido tanta, mas tanta coisa que fazer. Eis o que fiz no último mês:

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Pescada-lagosta na yammi

por Mafalda Margarida, em 28.02.16

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Não me perguntem o porquê deste nome. Este prato é uma espécie de bolo de pescada com camarão. Fica muito interessante, vai ao forno e tudo. Eu não gosto particularmente de pescada, fiz mais por causa do Rodrigo. Eu já não me lembro se já vos falei do meu problema com carne e peixe; não gosto de mexer nos bichos, faz-me impressão. Sou uma boa candidata a vegetariana, portanto. E este prato foi-me particularmente difícil, porque lá tive de arranjar as postas de pescada, tirar a pele e as espinhas. Por mais que eu tente, dá-me cabo do estômago e depois a verdade é que não gosto particularmente do gosto final. Aqui a pescada-lagosta veio na sequência de uma receita em que experimentei a massa da pizza que vinha com o livro da yammi. Efectivamente, eu partilho da opinião de muitas pessoas que se manifestaram pela net, dizendo que o livro tem muitas falhas. Em outros momentos, acho mesmo que não explica bem, mas apesar de tudo já vi coisas mais mal explicadas. Entretanto, desta vez, acho que o que não resultou foi o óleo que eu usei, que é de marca branca, da Auchan. Eu gosto bastante dos produtos Auchan; às vezes são melhores que outros mais caros. Mas não sei se será o caso do óleo. Mesmo para fritar pastéis, croquetes, rissóis, fica tudo um bocado preto, ou então sou mesmo eu que não percebo mesmo nada disto (uma hipótese bastante viável). A massa de pizza que eu fiz levava óleo e fiquei desconfiada que o resultado esquisito possa ter sido disso. Obtive uma massa que mais parecia pastilha elástica, mas que não desgruda. Já tinha pouca farinha e acabei com o resto só para tentar libertar as mãos e poder fazer o que quer que fosse. Ficou tudo cheio de farinha por todo o lado! No tapete, na minha roupa, enfim! Guinchei tanto que deitei a bicharada toda para fora (libertei muitas toxinas - foi bom, portanto). Só depois é que pensei que poderia ter sido do óleo. Mas também posso ser eu que sou incompetente, pelo menos por enquanto. De qualquer forma, não voltarei a dar grandes hipóteses à massa de piza da yammi que é esta aqui. Prefiro a massa feita com azeite e sem ovo, como eu fiz logo da primeira vez (aqui).

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 Quanto à pescada-lagosta, a quem interessar, tem a receita aqui. Deu uma trabalheira louca. Registo aqui as sugestões do Rodrigo: ele sugeriu que, da próxima vez, eu salteasse os camarões que se põem por cima e que pusesse mais um bocadinho de pimenta. Eu acho mas é que não a volto a fazer... 

O nosso Carnaval de há dois anos - VI - o jardim

por Mafalda Margarida, em 28.02.16

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O nosso Carnaval de há dois anos - V - candeeiros de Cáceres

por Mafalda Margarida, em 28.02.16

Gostei tanto dos candeeiros do jardim central de Cáceres, que resolvi dedicar-lhes um post só para eles... a última foto que aqui encontram é-me especialmente querida. Fui eu que a tirei e acho que está lindissima, modéstia à parte! 

 

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O nosso Carnaval de há dois anos - IV

por Mafalda Margarida, em 28.02.16

Sim, as fotos estão longe de ter acabado. Agora já há um tempo que não fazia estes posts. Haveremos de estar na Páscoa e eu ainda não vos mostrei as fotos todas! Há aqui algumas fotos de que eu gosto muito e aqui no blog ficam organizadinhas, é só procurar pelas tags, et voilá. Além disso, acho que é uma maneira de me fixar num daqueles momentos da minha vida que foi mesmo muito bom. Faz-me ficar bem disposta postar estas fotos. Tenho pena de não ter já o blog na altura em que fizemos esta viagem. Eu andava muito desanimada com o meu trabalho na altura e esta viagem caiu do céu. Soube-me como não é fácil algo me saber, mesmo eu adorando viajar. Não foi uma grande viagem; Cáceres é mesmo aqui ao lado, mas soube-me tão bem fugir naquela altura... Aqui, mais fachadas de casas; fiquei encantada com as magníficas construções que podemos encontrar em Cáceres. Mas isso está prestes a mudar nas próximas publicações... se bem qu acho que as fachadas nunca chegarão a desaparecer totalmente das minhas publicações... Recordo que as primeiras imagens são de Cáceres e as do fim são do fantástico Carnaval de Elvas que encontrámos por acaso, quando íamos voltar a Portugal...

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Filme - Zootrópolis

por Mafalda Margarida, em 28.02.16

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Atenção! Muitos spoillers!

Achei que o enredo era adequado a uma criança de 9 anos, não de 6; mas a verdade é que foi girissimo, e a música do final, interpretada por Shakira, arrepiou toda a gente. Curioso como, apesar de se tratar de desenhos animados, o filme conseguiu deliciar-nos com paisagens lindissimas e uma mensagem muito muito forte. É sobre "Zootrópolis", a cidade onde predadores e presas coexistem pacificamente. Entretanto, Judy Hopps, a coelhinha, tem um grande sonho: ser polícia. Teve de lutar muito, pois só os grandes e fortes eram polícias. Muitos gozaram com ela e com o seu sonho, mas Judy é imparável e consegue ser a primeira coelhinha a ser polícia. Entretanto, contudo, quando começa a trabalhar, é-lhe atribuída a tarefa mais simples e menos arriscada - controlar os parquímetros e passar multas, algo que agradou muito aos seus pais, mas não agradou de todo a Judy, que queria ter uma missão a sério; ela queria mudar o mundo para melhor. Não se resignando, Judy lança-se no combate ao crime, mesmo sem ter autorização superior para o fazer. É no meio disto que encontra o trafulha Nick Wilde, raposa, mas que, apesar de tudo, é uma boa raposa e os dois acabam por ficar bons amigos e grandes aliados no combate ao crime. Por portas e travessas, Judy acaba a conseguir que lhe seja atrubuída uma missão de relevo, uma vez que há vários desaparecimentos na cidade que estão a ser investigados. Judy vai tentar encontrar Mr.Ottenson, o pai de uma família lontra e acaba a descobrir que é o próprio Presidente da Câmara que mantém em cativeiro Mr.Otterson, assim como os outros animais desaparecidos, uma vez que estes se tornaram selvagens e ele quis perceber o que se estava a passar, ao mesmo tempo que protegia a população. Depois de a situação ter sido tornada pública e o presidente detido, apesar das suas boas intenções, em declarações à imprensa, Judy afirma aquilo que ouviu o cientista que estava a trabalhar para o Presidente da Câmara dizer: que parecia tratar-se da natural agressividade dos predadores a regressar, uma questão de DNA, isto visto que todos os animais envolvidos na situação eram predadores. Isto desencadeou inúmeras reacções de racismo por parte das presas em relação aos predadores, o que poderia ser muito problemático para estes últimos, uma vez que as presas estavam em maior número. Judy chega a demitir-se do cargo e entregar o distintivo, uma vez que havia originado, sem querer, uma situação que era o contrário do que ela tanto queria. Ela queria mudar o mundo para melhor, não para pior. No entanto, voltando à sua terra para ajudar os pais na agricultura, Judy ouve falar de uma planta chamada "uivador nocturno", que leva os predadores à loucura. Faz-se luz na sua mente e procura Nick de imediato. É claro para ambos que alguém está a tentar incriminar os predadores e ambos só descansam quando prendem a doce e inocente ovelhinha, vice-Presidente da Câmara, que havia congeminado toda aquela armadilha para os predadores, por simples medo. De salientar que o nome original do filme é "Zootopia" e não Zootrópolis, por motivos que me parecem bastante óbvios. 

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Pelo que pesquisei na net, o filme está a fazer muito sucesso e a causar grande agitação por aí. "Os animais não são seres estranhos à Disney, pelo contrário. São uma das grandes apostas dos estúdios. Lembremo-nos do Rato Mickey, do Dumbo ou do Simba (Rei Leão). A esta lista, acrescentemos agora Judy Hopps e Nick Wilde. Ela é uma coelha e ele uma raposa e os dois são os protagonistas de Zootrópolis, o filme de animação que a Disney estreia nesta quinta-feira em Portugal. É um regresso a um género que já provou ter sucesso, mas de uma forma diferente, garantem os realizadores Rich Moore e Byron Howard. “Este é um filme de animais que falam como nunca antes foi feito”, diz Clark Spencer, numa conversa com o PÚBLICO e mais três jornalistas espanhóis em Barcelona. Zootrópolis. O nome dá pistas para o que vamos ver no grande ecrã: uma grande metrópole habitada por animais de várias espécies. Para sermos mais específicos, são exactamente 64 espécies de todos os tamanhos e feitios, representadas e pensadas até ao mais ínfimo detalhe. Todas elas coabitam pacificamente numa sociedade mais dividida por tamanhos do que por qualquer outra coisa (na grande estação central, por exemplo, há portas de diferentes tamanhos para as girafas, para os ratos ou para os elefantes). “Há algum tempo que não se fazia um filme destes, com animais que falam. E o que pensámos foi fazer alguma coisa que vá para lá do que já foi feito e foi então que surgiu esta ideia de criarmos uma cidade e uma sociedade com tantas camadas”, explica Byron Howard, realizador de filmes como Entrelaçados (2010) ou Bolt (2008). “Há tantos detalhes na forma como a sociedade funciona, tantos animais, e tudo foi pensado à escala”, acrescenta, contando que Zootrópolis (Zootopia, na versão original) surgiu da vontade de fazer um filme de espiões com animais. “Fui passando a ideia, mas não pegou, levei muita pancada. Os espiões pareciam não agradar, mas a cena da cidade para animais foi a que captou a atenção porque ainda não tinha sido feita.” O filme evoluiu então para a história desta coelha, Judy Hopps, que desde pequena deseja ser polícia, algo que nunca ninguém da sua espécie, ou do seu tamanho, havia conseguido. Persistente, a coelha entra para a Academia de Polícia, forma-se e é colocada em Zootrópolis, onde nunca tinha vivido. Na cidade, a vida é difícil e a coelha tem de lutar para conseguir um lugar de destaque. Pelo caminho, desenvolve uma amizade improvável com uma raposa matreira, Nick Wilde. No momento em que tudo isto acontece, há animais que desaparecem misteriosamente, todos eles predadores. Há um crime a acontecer e Judy foi deixada de fora, até se intrometer. Quando perguntamos aos realizadores de que forma é que Zootrópolis é diferente de tudo o que a Disney já fez, a resposta não é imediata. “Há diferenças e semelhanças”, responde ao PÚBLICO Rich Moore, realizador de Força Ralph (2002), ou de alguns dos primeiros episódios de Simpsons e Futurama. “Este é provavelmente um filme mais contemporâneo, o que o torna um pouco mais relevante para o nosso mundo”, continua, explicando que há uma flexibilidade maior em contar uma história num filme com animais que falam do que num habitual conto de fadas. Este mundo de animais, no entanto, é restrito aos mamíferos. “O filme começou com a ideia simples de ser um filme de animais, com inimigos naturais que eventualmente acabam amigos. E da investigação que fizemos, no mundo dos mamíferos havia esta coisa de eles se dividirem entre predadores e presas”, conta. “Cada mamífero pode ser uma coisa ou outra.” Quando fala de investigação, o realizador refere-se a meses e meses de estudo profundo das espécies representadas no filme. “A pesquisa é a prioridade número um”, diz o produtor Clark Spencer, que no currículo tem Frozen: O Reino do Gelo (2013) ou Lilo e Stitch (2002), contando que não só existiram várias conversas com especialistas e visitas ao Museu da História Natural de Los Angeles, como houve ainda uma grande viagem ao Quénia. “Passámos várias semanas na savana com dois especialistas que só nos falaram sobre o comportamento dos animais. Queríamos que os animais na cidade fossem equivalentes ao que são no mundo real”, justifica. Não é por acaso que o presidente da câmara é um leão – “ele é o rei da selva” –, que o búfalo é o chefe da polícia – “os búfalos não perdoam” –, ou que as preguiças trabalham num serviço semelhante ao nosso Instituto da Mobilidade e dos Transportes – “é uma organização tão burocrática que o atendimento consegue ser exasperante”. A pesquisa não serviu apenas para definir a personalidade dos personagens, mas também para os desenhar. “O pêlo do urso-polar é claro porque é a luz exterior que, ao reflectir-se, faz com que pareça branco e o pêlo da raposa é escuro na raiz, mas vai ficando cada vez mais claro até à ponta que é vermelha”, acrescenta. “Foi tudo criado no computador. E depois há ainda a questão das roupas, foi preciso vestir os animais. Foram dois anos para dar vida a estes personagens.” No total, cerca de cinco anos de trabalho. Algo só possível, dizem os realizadores e o produtor, graças à chefia de Ed Catmull e John Lasseter, os directores criativos da Pixar, que transitaram para a Disney quando esta comprou a Pixar em 2006. “Fomos encorajados a ir muito longe. Lasseter, que eu já conhecia há muito tempo, sentou-se comigo em 2008 quando vim para a Disney e disse-me: ‘Não quero que venhas para aqui e tentes fazer um filme Disney. Não te retraias, faz o que quiseres, faz o teu filme, e, se ultrapassares a linha, nós puxamos-te, mas não tentes fazer alguma coisa segura’”, conta Moore. E Howard acrescenta: “Eles só querem que façamos os melhores filmes que conseguirmos fazer”. Sem pressões ou exigências por grandes sucessos. “Acho que se começar a pensar que o filme que faço tem de ser um sucesso, fazer imenso dinheiro, entrar para o panteão dos filmes Disney, paraliso. Não é isso que me seduz, eu só quero contar uma história, fazer algo divertido”, diz Rich Moore. “Em última análise, é dar de novo ao mundo o que eu tive quando fui ver O Livro da Selva aos cinco anos de idade.” É já habitual dizer que estes filmes são para miúdos e graúdos, mas aqui os realizadores garantem que esta afirmação nunca fez tanto sentido. Há diferentes níveis de leitura, há piadas com a série de televisão Breaking Bad e até uma homenagem a O Padrinho. “Há uns dias, um amigo contou-nos a história de um pai que foi ver o filme com o filho e na cena das preguiças os dois riram-se imenso, sendo que o rapaz se ria mais por ver o pai a rir à gargalhada. Isto é maravilhoso. É para isso que fazemos os filmes, para que todos o possam desfrutar. É gratificante.” Na versão original, Zootrópolis conta com as vozes de Ginnifer Goodwin e Jason Bateman no papel principal, mas fazem ainda parte do elenco nomes como Idris Elba, Octavia Spencer, J.K. Simmons e Shakira, que dá ainda voz ao tema musical do filme. “Tivemos em mente que estávamos a criar uma cidade internacional e por isso não queríamos um filme onde todos falassem inglês americano porque os animais vêm de todo o mundo”, conta o produtor. A versão portuguesa conta com as vozes de Maria Camões, Diogo Mesquita, Rita Guerra e José Nobre." (daqui)

 

Efectivamente, a cena das preguiças é digna de nota. O Rodrigo riu-se muito mais quer que o Bernardo, quer que eu. Riu tanto, que lhe vieram as lágrimas aos olhos. Para que conste: 

E, já agora, mais qualquer coisa:

A música da Shakira:

 Quanto a opiniões e análises pesquisadas, a que encontrei que achei mais interessante, está toda em inglês, mas acho que vale a pena o esforço. O post intitula-se "Is Disney's Zootopia a feminist film completely by accident?" - "será o filme Zootrópolis da Disney um filme feminista totalmente por acaso?"; eis o que se pode ler nesta opinião: "When I first saw the trailer for Disney’s upcoming film, Zootopia, one of the things that struck me first (in addition to the HILARITY of the sloth DMV employee getting a joke) was the fact that, in this movie that seems to be about biases and bigotry (preconceitos e intolerancia), the lead was a female character! It was so clear that gender-related bias was one of the things this film was going to examine and challenge. After all, with Nick the fox saying “You bunnies. Always so emotional,” that had to be on purpose, right? Apparently not. In a recent interview with io9 the director of Zootopia, Byron Howard, tells the story of how originally, the main character of this film wasn’t supposed to be Judy Hopps, the police officer bunny, but Nick the con artist (vigarista) fox. Back in November 2014, after years of production, the team behind the film realized that the story didn’t make sense with Nick as the lead, even though that was the version of the story that was in the original pitch and the original script. Howard explains: We’re telling a story about bias, and when you have the Nick character starting the movie, through his eyes the city was already broken. He didn’t like Zootopia. We asked ‘What are we saying with the movie?’ If we’re telling this movie about bias—something that is everywhere and in all of us, whether we want to admit it or not—the character that’s going to help us tell that message is Judy, an innocent, [who comes] from a very supportive environment where she thinks everyone is beautiful, everyone gets along. Then let Nick, this character who knows the truth about the world, bop up against her and they start to educate each other. When we flipped that, it was a major flip, but it worked so much better. That does, indeed, make a lot of sense. What’s interesting to me, though, is that nowhere in this rationale does it say “In this movie about bias, the character that’s going to help us tell that message is Judy, a female character who constantly faces bias herself.” Gender is mentioned nowhere in this interview. It’s so strange to me that making the female character the lead of a movie about biases wasn’t the original, obvious choice! What’s more, even after giving it thought, it seems like the fact that the character is female wasn’t the obvious thing that made them decide “you know what? She would be a better vehicle through which to tell a bias story.” It’s all about her “innocence” and naivete. It’s strange to me, because making the bunny character female in the first place feels very much on purpose. All the qualities negatively attributed to bunnies – too small, too weak, too emotional to be in law enforcement – seem like the same characteristics that are often negative stereotypes of women. When I try to think about what the film would be like if the main bunny character were male, I can’t even picture it. Not because males can’t be small, weak, and emotional, obviously, but because I don’t think a Disney movie would frame a male bunny in the same way. First of all, a male bunny would probably be called a Rabbit (the same way that some dolls are called “action figures”), and second, even if the bunny were male, all those characteristics would be seen as a weakness precisely because they’re feminine. So, either way you slice it, Judy Hopps as the lead of this film could be a great way to help kids examine gender bias, as well as all the other race/class biases that will likely be explored in this film." (daqui)

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